Capitulo 9
Break
- Entra nesse hotel! - falei para Dean.
- Não, vamos continuar!
- Nessa chuva você vai acabar nos matando!
- Quem quis sair a essa hora foi você!
- PARA DE GRITAR COMIGO!
- EU NÃO ESTOU GRITANDO!
O carro derrapou e fez com que girasse por alguns metros. Quando ele parou, nós estávamos ofegantes e assustados.
- Acho melhor pararmos nesse hotel mesmo. - Winchester.
- Você acha?!
Entramos no hotel, atras de nós vieram Sam e Luana, no Veloster dela, Bobby, no Dodge Charger, e Joseph na sua caminhonete.
- Olá, sejam bem vindos ao Hotel Greec.
- Oi. - falei.
- Sou Richard, o recepcionista.
- O.k., vamos querer 3 quartos para duas pessoas cada. - disse Dean
- Aqui está. - entregando-o as chaves.
Cada um foi para o seu lado em silencio.
- Me passa o fone de ouvido? - perguntei para Dean.
- Não acho que você deve ouvir musica agora, vamos trabalhar no caso.
- O.k. - andei até a mesa e sentei, peguei o laptop.
- Quer ir no bar mais tarde?
- Não.
- Por que não?
- Porque não, Dean.
- Eu só acho que a gente deveria esfriar a cabeça.
- Eu prefiro ficar aqui, sério, pode ir.
- Vamos, vai ser legal.
- Disse que não!
- Você é extremamente estressada.
- Para mim chega!
- O.k., desculpe-me.
- Não, não estou falando disso. Estou falando de tudo. De nós.
- Como assim? Está terminando comigo?
- Sim. O que mais fazemos é brigar e se reconciliar.
- É assim que somos. - ele chegou mais perto e botou a mão em meu rosto.
- Não... Não dá mais. Precisamos de um tempo. - peguei meu celular e saí do quarto.
Logo as lágrimas começaram a brotar de meus olhos. Eu não podia ficar ali, parada. Liguei para Luana e perguntei se estava sozinha. A garota respondeu que Sam havia ido até meu quarto falar com Dean. Contei-lhe sobre tudo o que conversei com Dean.
- Então vocês terminaram?
- Nós demos tempo.
- Por que está chorando, então?
- Não é exatamente por isso. É que... Lembra-se de Castiel?
- Sim, claro.
- Ele disse que o destino já havia escrito o desfecho de minha história.
- E o que ele disse? - espantada e curiosa.
- Uma morte compensa trinta / Mil não compensam uma / Quando a luz se fechar o monstro sairá / E uma morte lenta ocorrerá / Da criança e do pai o mundo acabará.
- E o que exatamente quer dizer?
- Eu não sei, mas o último trecho deve se referir a mim e meu pai.
- Ai Meu Deus, eu sinto muito. - ela me abraçou.
- Não, eu sempre me preparei para este momento. Mas não agora, por que eu acho que realmente amo o Dean e não quero que ele sofra. Não quero que criemos expectativas em algo sem futuro.
- Então não terminou com ele porque estavam brigando muito?
- Na verdade eu estava tão estressada com tudo isso que essas brigas me pareceram uma boa ideia de afasta-lo de mim, fazer ele se cansar.
- Mas aí ele não deu o fora e você resolveu dar.
- Exato.
- Você quer dormir aqui?
- Não. Já pedi um novo quarto... Mas pode me fazer um favor?
- Claro.
- Pegar as minhas coisas lá no quarto do Dean.
- O.k., vou lá.
- Obrigada.
Na manhã seguinte todos nos encontramos na porta de meu quarto e fomos tomar café da manhã. Quando chegamos na sala, haviam mais ou menos 30 pessoas. Todas falando uma com as outras como se fossem um grande grupo.
- Quem são esses? - perguntou Sam.
A porta se fechou atrás de nós fazendo um grande estrondo. Todos olharam para nós e sessaram a conversa.
- Eles são... - começou Dean.
- Hunters! - completei.
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