segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Destinos Entrelaçados (parte 7)

Capitulo 7

An "I Love You"

- Oi filha.
- Oi, pai.
Ele se levantou e me abraçou. Meio sem jeito.
- Estava com saudades, pequena.
- É... Eu também.
Todos sentamos, podia ver que estavam desconfortáveis, exceto Dean e Bobby.
- Então como anda a vida?
- Bem.
- Vamos lá, não nos falamos a 4 anos. Algo de novo tem para me contar.
Olhei para Dean. "Ah claro. Transei com o rapaz ali e agora não sei o que fazer. Mas tudo bem... E com você?" Acho que não soaria muito bem.
- Nada de importante.
- Entendo. Sabe, eu senti sua falta. De quando era um criança, antes de... - o interrompi.
- Mamãe morrer.
- Sim...
Passávamos um tempo em silencio até Joseph fazer outro comentário como "Você se lembra quando comecei a ensinar-lhe a atirar?" ou "Como nos divertíamos no Dia de Ação de Graças!"
- Nunca vou me esquecer da vez em que você... - antes de meu pai terminar a frase, o cortei.
- Quer saber? Sim, eu me lembro de tudo. Desde quando você me trancou em um poço porque eu não conseguia escalar um pedregulho, até o dia em que me deixou no meio da estrada porque não estava sendo uma boa caçadora e nunca mais moramos juntos.
- Mas isso era apenas para tornar-lhe mais forte. Veja quem você se tornou.
- Eu tinha 11 anos! Você me deixou lá, no calor infernal, no meio do nada! Eu sou assim hoje porque eu tenho caráter próprio e ele - apontei para o Bobby - me ensinou como ser não apenas boa hunter, mas também uma boa pessoa.
Todos ficaram calados me olhando. Naquele momento eu estava com tanta raiva, que nem prestei a atenção neles. Levantei e antes de sair, virei, bati na mesa e disse:
- Você passou tanto tempo me punindo e lembrando que não podia ver seu filho por minha culpa, que nem parou para dar valor à que ainda tinha.
Bati a porta do bar e fui andando até o carro. Eu chorava, mas eram lágrimas de raiva. Ouvi passos atrás de mim.
- Victória - era Dean.
Não me entenda mal, eu gosto dele e estou confusa em relação a isso. Não queria que isso me confundisse mais, ainda nesse momento de fraqueza. Eu só queria ficar sozinha.
Mas sabe de uma coisa, mudei de ideia quando ele me alcançou e abraçou forte. Não era um abraço que damos em qualquer pessoa. Era carinhoso, protetor. Como que se naquele momento, debaixo de seus braços fortes, o mundo e seus problemas estivessem, simplesmente, desaparecido.
- Eu te amo. - disse ele.
- Eu... - não sabia como dizer isso, nunca tinha dito... Não desse jeito - Eu também te amo.
Ele passou a mão em meu rosto, limpando minhas lagrimas. Depois, segurou-o e me deu um beijo. Aquele momento poderia durar para sempre... Mas a realidade é que nada é realmente "para sempre".
Quando o nosso beijo chegou ao fim, Dean me olhou com um brilho nos olhos que eu não poderia explicar. Eu o olhava do mesmo jeito, porém desviei o olhar para meu pai, que estava de pé à frente da porta de entrada do bar. Achei que ele iria vir para me xingar ou algo do gênero. Surpreendentemente, ele sorriu e saiu atrás de seu carro.
- Ele deve estar querendo me matar. - falei.
- Não, além de tudo, é o seu pai. - disse o garoto.
Ele entrelaçou os dedos nos meus e entramos cada um em seu carro. Vi Sam e Bobby entrarem no Impala, enquanto Luana entrava no Dodge Charger.
- Você está bem? - perguntou Luana, quando já estávamos no meio do caminho.
- Acho que em dias de trevas, uma luz pode ser encontrada... A minha tem nome.

domingo, 29 de setembro de 2013

Destinos Entrelaçados (parte 6)

Capitulo 6

Old Way

Quando saí do banho, Sam e Dean estavam calados e me olhando.
- O que foi? - perguntei.
- O Bobby tem novidades sobre o caso. - disse Samuel.
- O que ele disse?
Dean ia começar a falar quando a campainha tocou. Abri a porta e do outro lado estava uma garota com cabelos e olhos negros.
- Oi! - ela disse sorrindo.
- Luana. - falei. E nos abraçamos. - Entre.
- Olá. - falou para os rapazes.
- Oi. - Sam.
O Dean levantou a mão, simbolizando um "Oi".
- Esses são Sam e Dean Winchester.
- Prazer, Luana Hastings.
Sentei na mesa e peguei uma cerveja.
- O que está fazendo aqui? - perguntei, atirando uma cerveja para ela.
- Quero te ajudar, Singer me disse que estava aqui e então eu vim... Além do mais, você me ajudou com o caso da minha família, é meu dever lhe ajudar no seu.
- É mas... - "esse não é o caso da minha família" iria dizer, mas como Sam disse, Bobby tinha novidades.
- Se você quiser...
- Claro.
Virei-me para os garotos, esperando que eles continuassem.
- Bem... - começou o mais novo.
- Barbie - interrompeu Dean - O Bobby descobriu a ligação entre os homens... Todos eram...
TOC TOC.
- Meu Deus! - falei, um tanto irritada. Mesmo assim, fui abrir a porta. - Bobby! - e pulei em seus braços.
- Idjit. - respondeu ele, com a voz embargada.
- Entre.
Depois que todos sentaram e se acomodaram.
- Por favor, alguém pode me contar o que está acontecendo?!
- Querida, a ligação entre as vitimas é seu pai.
- Como assim, Bobby?
- Eles são amigos de seu pai, a muito tempo, eles se conheceram como quase todos caçadores se conhecem...
- No bar da Ellen.
- Sim, eles eram um grupo bem aberto, porém muito unido... Quando o demônio matou a sua mãe e levou seu irmão, todos esses caçadores torturaram e mataram milhares dessa raça.
- Então Lincon está matando todos eles por vingança?
- Não, esse é apenas um jeito de atrair você e seu pai.
- Ele queria que estivéssemos aqui... E eu caí direitinho. - soquei a mesa.
Dean se levantou e me abraçou.
- Não, está tudo bem. Toda minha vida, fui preparada para isso. - virei-me para Luana. - Está pronta, menina?
- Sempre. - disse ela, com um sorriso mal visto.
- Seu pai nos espera no Street Bar.
- Meu pai?

Saímos dos carros e entramos no bar, olhei para Joseph que estava em uma grande mesa vazia e escondida. Nos aproximamos e ele olhou para nós com seus olhos azuis e tristes. Tinha o cabelo loiro acinzentado.
- Oi filha.
Filha... Uma palavra pouco usada por ele. Não nos víamos muito desde... sempre. Quando eu era um bebê, meu pai me deixava em escolas internas, pousadas, etc. E depois que fiz 11 anos, saia país a fora ajudando caçadores, caçando, na casa do Bobby. Eu sei lá no fundo eu o amo, mas esse amor foi escondido por varias camadas de outros sentimentos, como ódio e raiva.
- Oi, pai.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Destinos Entrelaçados (parte 5)

Capitulo 5

You Shook Me All Night Long

- Sam, já estamos nisso há horas... Acho que o lugar não tem a ver com o caso. - digo.
- Sim, também acho. - conclui Dean.
- O.k. então. Vamos voltar para o hotel. - disse Sammy se levantando.
- Wow! - seguro-o - A noite está apenas começando.
- Bom... Vou pegar uma cerveja. - respondeu ele, levantando da mesa e indo em direção ao balcão.
- O.k., eu vou para o balcão beber. - falo para Dean e saio.
Depois de vários uísques e tequilas, Dean senta ao meu lado.
- Sabe, eu gosto de você.
- Também gosto de você. - respondo.
Então começa a tocar "You Shook Me All Night Long" da banda AC/DC, e começo a sacudir um pouco a cabeça, enquanto virava o copo de uísque.
- Não estou falando desse jeito.
Essa fase havia me pegado de surpresa e eu sabia que mesmo se acontecesse, poderia prejudicar o nosso relacionamento profissional... O problema é que eu realmente estava gostando dele. Tínhamos passado horas conversando de tarde, de noite. Me abri para ele e este fez o mesmo.
- Dean... Eu... - antes que eu terminasse a frase, o homem se aproximou e me beijou. Não o parei. Ele saltou da cadeira e se aproximou de mim. O banco onde estava sentada fazia com que ficássemos da mesma altura.
- Quer voltar para o hotel? - perguntei o afastando um pouco, mas não muito, fazendo com que ficássemos de testas coladas.
- Vamos. - disse ele, pegando as chaves do Impala.
Entramos no carro, ele dirigindo.
Abri a janela e senti o vento no meu rosto. Um segundo de liberdade. Chegamos no hotel e pegamos um novo quarto. Não seria uma boa se Sam entrasse nele e estivéssemos nus.
Entramos já nos beijando, arranquei sua camisa e ele tirou a minha. Meu shorts foi retirado e nós puxamos as cobertas, que nos envolveram.
Ele beijava minha boca e descia até meu umbigo. Cada gesto era feito com carinho, cada olhar. Sentei em cima dele. Eu passava a mão por entre seus cabelos e e o mesmo mantinha as mãos na minha cintura. O resto não será necessário comentar...

Acordei e estava deitada no peito de Dean. Sua respiração era tranquila, o que me fez ter cuidado para não acordá-lo. Levantei e botei a camisa dele. Olhei nossos celulares "3 Chamadas Perdidas: Sam".
- Já falei como você fica linda com a minha camiseta? - disse Dean, que agora estava sentado e encostado na cabeceira da cama.
Eu sorri um tanto encabulada.
Uma batida na porta foi efetuada. Alta. Raivosa.
Abri a porta e botei a minha cabeça para fora, escondendo o meu corpo.
- Sam. - disse.
- Posso entrar? - disse em alto som.
- Ahn... Espera. - Encostei a porta, peguei minhas roupas e entrei no banheiro.
Tomei um banho demorado, desfrutando cada minuto. Não queria participar da conversa.... O que eu iria falar?

domingo, 22 de setembro de 2013

Destinos Entrelaçados (parte 4)

Capitulo 4

Memórias Desenterradas

Depois de irmos para o hotel, eles me contaram toda a sua história de vida. Dean Winchester era o loiro, e Samuel Winchester era o alto, com cabelos castanhos e um tanto compridos e olhos esverdeados. A mãe deles morreu quando Sam ainda era um bebê, então o pai deles - John - levou-os consigo para essa vida de hunters. É trágico.
- Então... Qual a sua história? - perguntou Dean.
Eu não gostava de falar sobre aquilo, percebo que ele também não.
- Eu... - respirei fundo - Minha família está nesse ramo a gerações. Desde minha infância fui treinada. Meus pais resolveram se estabilizar em uma pequena cidade no Kansas. A vizinhança era amigável. Quando meu irmão nasceu foi uma alegria. Nós tínhamos 3 anos de diferença. - meus olhos começaram a se encher de lagrimas e lutei para contê-las.
"Em 18 de março de 1990 um demônio entrou em nossa casa. Mamãe tentou enfrenta-lo e meu pai pediu para que eu pegasse o Damon. Eu subi as escadas e peguei-o do berço. Tentei fugir mas o demônio aparecia em todos os lugar para onde corria. Eu fui atirada para trás e o bebê tirado de meus braços. Minha mãe morreu e meu irmão levado.
"Anos se passaram e nunca o encontramos. E no final das contas, foi minha culpa. Tudo que eu tinha que fazer era tirá-lo de lá, e nem isso eu consegui."
- Não, Vic. Não é sua culpa. - disse Dean e me abraçou.
Naquele momento eu já estava despejando lágrimas. Nunca tinha chorado na frente de alguém, a não ser o Bobby. Quando eu era pequena não tinha motivos para isso, e depois do desastre, não tinha razão para que os outros soubessem.
- Obrigada. Vou me deitar, se quiserem passar a noite aqui tem mais uma cama de casal. - falei afastando-me de Dean.
Diferente dos garotos, não consegui dormir direito. Acordei varias vezes e quando percebi, Dean estava me observando. Toda vez que virava para ele, estava com os olhos virados para mim também. Creio que seja porque eu estava fazendo barulho... Mas eu tinha tomado tanto cuidado para não acorda-los.
Resolvi deixar isso de lado.

- Bom dia! - disse para os garotos quando eles acordaram.
- Bom dia. - responderam juntos.
- Por que está vestida assim? - perguntou Dean.
- Porque vou interrogar parentes das vitimas.
- O.k., vamos com você. - disse Sam.
- Então se apressem.
Saímos do hotel com o Impala atrás do Dodge. Eram realmente dois carros incríveis. Estacionamos um de cada lado da rua e nos encontramos na calçada.
- Olha, isso é para vocês. - entreguei um papel com nomes de ruas e números de casas.
- O que é isso? - perguntaram juntos.
- Esses são os endereços dos familiares das vitimas.
- O.k.
- Vamos nessa casa juntos. - virando-me para a casa azul à nossa frente.
Entramos e conversamos com os familiares,... Eles disseram que nunca brigaram, todos eram normais e simpáticos. Então resolvemos voltar para o hotel.

- Eles tem que ter algo em comum. - digo.
- Nada, sem nenhuma ligação. - disse Sam, sentado na cadeira e mexendo no laptop.
- Talvez seja o lugar que eles frequentavam. - disse Dean, sentado na cama, com as pernas para cima.
- Ele tem razão. - falo - Todas frequentavam aquele Tric Bar. 
- Então, querem sair? - Sammy, fechando o notebook.
Sou dessas que adora sair para um bar... Desde que a cerveja e o uísque sejam bons e gelados.

Destinos Entrelaçados (parte 3)

Capitulo 3

Dez Segundos

Levo a minha vida 1 quilometro por vez, nada mais importa. Durante 10 segundos ou menos, eu sou livre.
O motor do carro dava tudo de si. Eu tinha 2 minutos para chegar e o trânsito não ajudava.
- Se importa de ir mais devagar?! - reclamou, Ashley.
- Se importa de ficar quieta? - perguntei retoricamente.
Nós rimos.
- O.k.
- Tem um carro nos seguindo. - falei olhando para a estrada.
- Realmente. - disse, olhando para trás.
- É um Impala 67. Ótimo carro.
- Vamos despistá-lo?
- Não.
- Por que não?
- Porque já chegamos... E aqui é a minha família, nós damos um jeito nesse cara.
Parei o carro. Nós duas saímos. Eu vestia uma blusa xadrez amarrada na cintura, um shorts jeans curto e um all star. Ash usava uma calça vermelha e uma blusa preta, com um tênis.
- Hey, Brian! - eu disse, para o homem loiro de estatura mediana.
- Barbie! - ele respondeu me abraçando - Que saudade, pequena.
- Sim... Quanto que está esse racha?
- Três mil e quinhentos dólares por participante. 5 corredores.
- Está aqui. - entreguei-lhe o dinheiro.
Entrei no meu Dodge Charge e postei-me na linha de partida. As garotas apareceram e deram inicio a corrida.
Largamos todos iguais. Deixei os carros 1, 2 e 4 para trás. 3 e eu estávamos nivelando. Então ele acionou o NOS - o que fez seu carro ganhar grande velocidade. Consegui ouvir o motorista gritando "Uhul!"
- Muito cedo para comemorações, amigo. - respondi e acionei o meu NOS.
Então meu carro ultrapassou-o quase em cima da linha de chegada, e venci a corrida.
Saí do carro. O dinheiro foi colocado em minha mão. 
- Parabéns! 9.8 segundos! Qual o seu melhor tempo? - perguntou Brian.
- Desse carro... 8.3! - respondi e todos gritaram de alegria.
Então eu avistei o carro que nos seguia na vinda, com os dois homens do FBI.
- Meu Deus. - disse Ashley para mim - Eles são...
- Do FBI? - perguntei.
- Sei que não é uma boa hora, mas eu vou sair do caso.
- Por que?
- Meu filho está meio doente.
Eu quase tinha me esquecido que ela tinha um filho. Carl tinha dois anos, ninguém sabia quem era o pai. Nem mesmo Ash.
- Sim, eu entendo... Quando você parte?
- Agora. Brian falou que me leva para lá sem problemas. Acho que vou indo. Te amo. - ela me abraçou.
- Eu também te amo.
Eu fiquei triste, mas como sempre, pensei "Não é um adeus, é apenas um 'até logo'". Dirigi-me até os agentes Young e Simons.
- Olá, rapazes. - falei.
- Oi. Belo carro. Algo não muito a ver com uma agente do FBI. - Agente Young.
- Um Dodge Charger 70... E você um Impala 67.
- Sim... Mas... - ele não completou a frase, meu celular tocou. "Bobby"
Victória: Oi.
Bobby: Olá idjit. Como anda o caso? Descobriu alguma coisa?
Victória: Tudo sob controle... Aproveitando que ligou. Poderia dar uma olhada na ficha do Agente Young e do Agente Simons?
Bobby: Simons... Young?... Um é loiro e o outro é alto e cabeludo?
Victória: Sim... Por que?
Bobby: Ponha no viva-voz.
Victória: O.k.
Bobby: Dean?
Dean: Bobby?
Bobby: Sam?
Sam: Oi.
Bobby: Vocês três vão trabalhar nesse caso.
Victória: Mas...
Bobby: Não tem de "mas". São ótimos hunters, e você não pode trabalhar sozinha. Ashley saiu. Agora restou apenas eles.
Olhei para eles.
Victória: O.k.
Bobby: Até mais, idjits.

Destinos Entrelaçados (parte 2)

Capitulo 2

Um Encontro Inesperado

Ao chegarmos ao necrotério, apresentamos nossos distintivos falsos do FBI e andamos em direção a sala gélida onde se encontravam os corpos das vitimas. Para nossa surpresa e talvez, azar, o medico legista não estava sozinho. Havia dois caras de terno conversando com o doutor.
- FBI? - perguntei, sussurrando, para Ashley.
- Talvez... Provavelmente. - respondeu ela, com o mesmo tom de voz.
- Vamos. - andando em direção às pessoas.
O legista olhou por cima do ombro do homem de terno - o mais baixo.
- Sim? - perguntou.
- Olá, sou a Agente Thorm e esta é a Agente Shine. - falei, confiante.
- Sou o Doutor Williams.
- Prazer. Estamos investi...
- Sou o Agente Young - o loiro virou para mim, interrompendo-me. - E este é o Agente Simons.
Ele era loiro, com olhos verdes e provavelmente tinha 1,85 de altura. Por mais que eu não quisesse admitir, era lindo.
- Hum. Estão aqui por qual motivo?
- Bem, estamos investigando o caso do Sr. Cragler.
- Interessante. Nós também. - ele não podia participar desse caso, quero dizer, nós eramos hunters.
- Posso falar com você só por um instante? - então nós dois saímos da sala. - Olha, entendo que queira participar desse caso, mas eu e meu parceiro chegamos aqui antes. E cá entre nós, vocês precisariam de ajuda.
- Esta falando que não sabemos fazer o NOSSO trabalho?
- Não exatamente isso. - ele chegou mais perto, quase em cima de mim. Tive que esticar meu pescoço, porque meu tamanho (1,61 de altura) não batia muito com o dele.
- Pois o negócio é o seguinte, eu e minha parceira continuaremos no caso. - o Agente Young tentou contrariar, mas cheguei mais perto dele, fazendo-o andar para trás - E eu acho que você e seu parceiro devem voltar para o carro e dirigir até um outro lugar. Tenho certeza que o FBI vai achar um pequeno caso para vocês trabalharem.
Então sai.

No hotel...
- Acredita nisso? - disse para Ash - Quem ele pensa que é?
- Eu estou achando que está falando muito dele. - respondeu Ashley.
- Ahh... Cala a boca, Ashley.
Ela riu.
- O.k. então. Seu telefone está tocando.
- Não.
- Está no silencioso - pegando o celular em cima da cama e atirando para mim - Pega.
"Número Desconhecido". Atendi o telefone.
Victória: Alô.
Brian: Oi. Aqui é o Brian.
Victória: Hey!
Brian: Então, está a fim de participar de um racha?
Victória: Claro.
Brian: O.k., mas vai ter que se apressar. Chega aqui em 10 minutos e você está dentro.
Victória: O.k., falou.
Brian: Beijos.
Desliguei o telefone. Escovei os dentes e peguei as chaves.
- Aonde você vai? - perguntou Ash.
- A um racha.
- Posso ir com você?
- Claro.
- Mas como essa pessoa soube que você estava em Austin.
- Nos mantemos atualizados.
- Humm...
- Pelo amor de Deus, Ashley!
- O.k., vamos logo.

sábado, 21 de setembro de 2013

Destinos Entrelaçados (parte 1)

Dizem que quando perdemos alguém, só nos resta as seguintes opções: perdão absoluto ou vingança... Bem, esta não é uma história de perdão. 

Introdução

Victória Salvatore é uma garota que cresceu com seu pai Joseph... Levada de cidade à cidade, criando uma paixão por carros, sempre se metia com pessoas no ramo de corridas de rua. Carregando consigo o peso de um pai bêbado e a ausência de uma mãe (Mia) que foi morta logo no inicio de sua infância, está destinada à vigar a sua família, custe o que custar.


Capitulo 1

Back in Black

Eu estava deitada na cama de um quarto de hotel mal cuidado em Austin, Kansas. O despertador tocou e levantei-me devagar, despi o pijama, entrei no banho, escovei os dentes,... Tudo o que sempre fazia.
Então o telefone tocou, e "Ashley" apareceu no visor do celular.
Victória: Oi, Ash!
Ashley: Oi, Barbie.
Victória: Tudo bem?
Ashley: Tudo ótimo! Então, ouvi dizer que estamos no mesmo caso.
Victória: Sim, Bobby me disse o mesmo.
Ashley: O.k., eu saio do caso, ou você vai sair, ou vamos trabalhar juntas.
Victória: Claro que vamos trabalhar juntas, bitch.
Ashley: O.k. então, jerk.
Victória: Me encontra no Karen's Coffe daqui a meia hora.
Ashley: Perfeito. Beijos.
Victória: Tchau.
Então desligamos.
Peguei a bolsa, a chave do meu carro, um Dodge Charger 1970. O motor dele era perfeito, tinha um sistema independente de NOS (turbo)... Aquele carro era a minha paixão.

Quando cheguei no Café, Ashley já estava me esperando, sentada, tomando um café e lendo o jornal. Sua aparecia era o oposto da minha. Eu tinha cabelos compridos e loiros, com um corte rebelde, olhos azuis, baixa e magra. Enquanto ela tinha cabelos pretos e curtos estilo chanel, olhos castanho-escuros, era alta e um tanto forte.
- Vic! - falou ela, levantando o braço.
Andei até seu encontro e nos abraçamos.
- Que saudade! - eu disse enquanto a abraçava.
- Sim! Pareceu uma eternidade. - respondeu ela, sentando.
- Adorava quando caçávamos juntas.
- Eu também... Já pesquisou sobre o caso?
- Não, na verdade. Eu cheguei aqui ás três horas da manhã.
- Mas são sete horas! Deve estar exausta.
- Não muito - virei-me para o garçom - Um cappuccino.
- Cheguei ontem de noite. Só li o jornal "Daniel Cragler foi morto nesta terça-feira (22). Este já é o 9º assassinato na cidade no período de 1 mês."
- Então vamos, temos que chegar os corpos.
Nós levantamos e saímos do estabelecimento.
- Nossa, está linda! - disse Ashley olhando para a minha roupa. Eu estava com um vestido preto tomara-que-caia justo até abaixo do busto e a partir daí era solto, usava um sapato alto fino.
- Você também. - respondi, não apenas por educação. Ela estava realmente bonita. Também com um vestido preto, era de manga curta e decote V, com uma sandália rasteirinha.
- Obrigada.
- Agora é melhor se cuidarem, porque nós estamos de volta! - nós rimos e entramos em nossos carros.