segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Destinos Entrelaçados (parte 14)

Capitulo 14

A Message

Estávamos na estrada a mais ou menos duas semanas... Acho que quem mais aproveitou esse tempo livre foram Pietra e Castiel. Vocês me entendem. Eu estava preocupada com essa história de Lincon. Bobby resolveu voltar para sua casa e continuar a sua pesquisa. Tivemos que separar melhor os carros, pois parecia que eramos um bando: Dean, Sam e Castiel no Impala; Luisa, Luana e Damon no Chevrolet Camaro SS Convertible 69; eu, Joseph e Pietra no Dodge Charger 70. Claro que as vezes trocávamos de passageiros, essa foi só uma demonstração.
- PIETRA! Pelo amor de Deus, troca de musica! - eu falava e ria.
- NÃO! - ela também ria. - Onde está seu pai?
- No carro de Dean.
- FESTA! 
- FESTA!
Rimos a viagem inteira, fizemos "pega" - um tipo de corrida de carro - com os garotos, e vencemos! Até que Dean me ligou:
Dean: Oi.
Victória: Oi.
Pietra: Olá.
Dean: Vamos nos hospedar aqui, o.k.?
Victória: Pode ser.
Dean: Beijo.
Victória: Tchau.
Estacionamos e entramos no hotel. Pedimos os quartos e fomos para lá.

- Dean. - falei.
- Oi.
- O que você acha sobre o Lincon?
- Eu não sei.
- Eu acho que isso tudo é um grande erro.
- Como assim?
- A vingança.
- A questão não é a vingança, você salva pessoas.
- Saving people, hunting things. The family business.
- Meu pai falava isso para mim.
- O meu fala.
- Voltando ao assunto, eu acho que a questão não é a vingança, olhe...
- O.k., vem cá - puxei ele e este caiu em cima de mim, na cama.

Depois de me vestir, vi um folheto debaixo da porta e fui pegar. "Festa a fantasia hoje à noite, não perca!" e escrito a caneta estava "Debaixo de uma máscara há um rosto sofrido ou assassino. O problema é descobrir qual é qual. Aceita o desafio?".
- Victória, o que foi?
Mostrei-lhe o papel.
- Acho que temos que ir. - falei.
- Sim, também acho.
Saímos e falamos com todos. Eu e as garotas fomos nos vestir. Eu me vesti com um vestido estilo anos 70, Luana se vestiu de esqueleto, Pietra de anjo e Luisa de princesinha moderna.
- Você está linda, nos anos 70 eu namoraria você. - disse Dean para mim.
- E nos anos 70, eu teria lhe dado um fora. - ri e dei um beijo nele. Depois passei a mão em sua boca para limpar o batom.
- É assim que vocês me veem? - perguntou Cass para Pietra. Ela riu.
- Vamos logo princesa que a carruagem vai virar abóbora logo. - falou Damon para Luisa.
- O.k., vamos. - e todos saímos do quarto.
- Você está linda. - disse Sam para Luana.
- Não, você está lindo. - ela ficou vermelha.
- Você.
- O amor não é cego, é retardado. - falei. Eles riram. - É, vamos logo.

Destinos Entrelaçados (parte 13)

Capitulo 13

Highway to Hell

Passei a tarde toda em volta da cama de Dean, estávamos no Hospital Memorial. Havia pedido para Castiel ajudar ele, mas este estava muito fraco por culpa da batalha. Fiquei lá parada, segurando a mão dele.
- Vic... - falou ele, com a voz embaçada por culpa do respiradouro.
- Dean... Como está se sentindo?
- Horrível.
Uma lagrima escorreu de meu rosto, mas sorri.
- Você vai ter que ficar aqui por um tempo.
- Nem pensar.
- Dean... Por favor.
Nesse momento a porta se abriu e entraram Luana, Sam, Luisa, Damon, Pietra e Castiel.
- Oi, Damon. - ele era um vampiro mas não caçamos ele, pois acabou virando meu amigo e namorado da Luisa.
- Hey, Barbie. Como ele está? - o sangue desse tipo de vampiro podia curar os ferimentos de um ser humano. Sim, existia uma linhagem de vampiros diferente. Em vez de morrerem cortando-lhes a cabeça, enfiava uma estaca de madeira no coração.
- Eu vou ir lá na lanchonete, vem comigo?
- Claro.
Andamos até o final do corredor.
- Você precisa me ajudar. Os médicos disseram que ele não vai aguentar. - falei.
- Eu posso dar meu sangue, mas ele saberia a minha verdadeira identidade.
- Não, acho que eu tive uma ideia.
Voltamos ao quarto com um copo de sangue misturado com as vitaminas que a enfermeira nos deu... Não deveria ter um gosto muito bom.
- Castiel, vem aqui. - e ele veio ao meu encontro - Acho que deve tentar ajuda-lo agora.
- É muito provável que não consiga.
- Por favor, confie em mim. - andei até Dean - Beba isso. - segurei a cabeça dele e botei o copo na sua frente. Ele bebeu três goles e fez uma cara de nojo.
Castiel se aproximou e botou a mão em cima do ferimento dele. A cicatriz começou a desaparecer. Não consegui esconder a minha felicidade e comecei a sorrir feito uma idiota. Ele se levantou e todos saímos do hospital. Dean e Sam do Impala 67, eu no Dodge Charger 70, Damon no Chevrolet Camaro SS Convertible 69, Pietra e Castiel no Mustang, Luisa na Harley Davidson Iron 883 e Luana no Veloster.

- Já estão prontas? - perguntou Sam para todas as garotas, que estavam no outro quarto - ligado ao que os homens estavam - se arrumando e maquiando.
- Sammy, se você continuar incomodando eu vou quebrar a sua cara. - falei. Todas as gurias riram.
Fomos até o bar e ficamos conversando, até que Pietra saiu com Castiel, Luana com Sam e Luisa com Damon, deixando eu e Dean sozinhos.
- Você sabe o que eu sinto. - disse ele.
- Dean... Acho que isso tudo me fez perceber que estou preparada para um relacionamento.
Ele se aproximou e me beijou.
- Sem mais brigas?
- Sem mais brigas.
Nós entrelaçamos os dedos e ficamos conversando.
- Ai meu Deus! Aquilo é o Castel e a Pietra! - falei, rindo.
- Que? - ele virou, os viu e começou a rir.
- E os outros casais estão ali. - olhando Luana e Sam no canto do bar, e Luisa e Damon sentados em uma mesa.
- Ai. - suspirando - Meu irmãozinho ja está crescidinho. - rimos.
Lua se levantou e foi até a Lu, os quatro vieram ao nosso encontro.
- Vamos dançar? - perguntou Lua.
- Por mim, sim. - falei.
- Tudo bem. - falou Dean.
- Quem vai lá chamar os anjinhos?
Damon foi até lá e trouxe os dois.
Todos dançamos a musica Highway to Hell da banda AC/DC. Ficamos no bar até de manhã, depois cada casal foi para um quarto e... Bem, você sabe o que aconteceu.

domingo, 13 de outubro de 2013

Destinos Entrelaçados (parte 12)

Capitulo 12

Don't Move

Ninguém falou nada, eu esperava que alguém se posicionasse contra eles. Mas ninguém o fez.
- Apresentem-se, mortais. - disse o Berry.
Deu uma grande pausa, um silencio mutuo.
- Victória Salvatore.
- Dean Winchester.
- Luana Hastings.
- Luisa Harris.
- Sam Winchester.
- Pietra Lemos.
E assim por diante, todos se apresentaram.
- Interessante, Salvatore! - disse Clark.
- Sim. - disse meu pai, do outro lado da sala.
- Não estou falando com você... A garota.
- Eu? - perguntei.
- Sim. Ouvimos falar de você.
Dean me olhou, mas desviei o olhar e voltei-me para o garoto.
- O que ouviram sobre mim?
- Uma garota que perdeu a mãe para um demônio e matou os mais poderosos do inferno e terra.
- Nem todos.
- Exceto Lincon. - Olhei para meu pai - Sabe, podemos fazê-lo pagar pelo que fez a você. Basta entregar os outros e vir conosco.
Isso foi o que eu sempre quis. Vingança. Mas, o que eu devia fazer? No fundo eu sabia que não podia fazer isso. Porém, como são semideuses imortais é bem provável que saibam onde o son of a bitch está.
- E o que vocês fariam com meus amigos?
- Amor, eu acho que o fato de poder se vingar por sua mãe e seu irmão é maior que tudo e todos. Como você já fez algumas vezes, eu presumo. Deve fazer isso mais uma vez, só esta vez. - disse a Anne.
Assenti com a cabeça e andei até eles. Dean tentou me alcançar, mas Sam o segurou. O Tayson estendeu o braço e abraçou meu ombro.
- Imóveis. - disse o mesmo, e todos da sala ficaram sem mexer um músculo. Aquilo era um tipo de magia.
- Legal. Isso é um dos benefícios de ser um brincalhão? - eu disse.
- Não somos brincalhões, esse é um poder que só eu tenho. É uma benção de Zeus.
- Então você é o mais poderoso. - flertando com ele. E este respondendo aos meus encantos.
- Sim, por assim dizer. É claro que somos todos bons de briga, mas quem tem esses poderem sou eu.
- Atraente. - vi que Dean havia ficado irritado, mas resolvi ignorar - E muito, muito... - botei a mão dentro do casaco, peguei a estaca e cravei-a no coração do filho do Senhor dos Céus. - Interessante.
Todos os hunters correram e atacaram os meios-sangues. Eramos em maioria, o problema era que: aqueles motherfuckers eram muito poderosos. Tirei a estaca do peito do menino e enfiei entre os seios da filha de Afrodite.
- Até o inferno, bonitinha. - falei antes que ela desabasse no chão.
Dean chegou, me abraçou e nos empurrou para baixo. Quatro flechas passaram zinindo sobre nossas cabeças.
- Obrigada. - falei para ele, de coração.
- Não há de que. - nos levantamos e começamos a brigar com diferentes pessoas.
O filho de Poseidon estourou os encanamentos, levantou a água no teto e fez com que ela descesse como gelo em forma de grandes estacas gélidas. Avancei nele e começamos a brigar, peguei um facão e ele uma espada, cravei-a em seu braço mas ele não sentiu tanta dor. Sam chegou por trás dele e enfiou a estaca em suas costas.
Vi Luana e Luisa atacando e matando Connor, Sam derrotando Isaac, Pietra e Castiel liquidando Loki, e alguns hunters matando Leonard, Clark e outros.
- Se alguém se mexer eu mato esse homem! - gritou Elena. Só restavam ela e Berry. Virei-me para eles e vi que o homem o qual ela ameaçava era Dean Winchester. Meu folego ficou mais pesado, o coração batia forte e tudo me mandava ir até lá, pega-lo e leva-lo para longe, onde ninguém pudesse nos encontrar.
- Foda-se isso, Elena. Morreremos de qualquer jeito. - disse Berry, que levantou a espada e cravou na barriga de Dean.
- NÃÃÃÃÃO! - dei um grande grito e tentei chegar até Dean, que me olhava.
Os hunters mataram os últimos semideuses que restavam e me aproximei do Winchester atirado no chão.
- Vai ficar tudo bem. - eu chorava. Apertei o ferimento dele, era muito sangue, não podia perde-lo - Dean... Dean, vai ficar tudo bem, o.k.? - ele começou a fechar os olhos - Dean... Dean!... DEAN!

sábado, 12 de outubro de 2013

Destinos Entrelaçados (parte 11)

Capitulo 11

Filhos

- Vocês nunca vão conseguir sair daqui. - falei para as pessoas que tentavam abrir as portas e quebrar as janelas. - PELO AMOR DE DEUS! VOCÊS SE AUTO DENOMINAM HUNTERS, E AGORA COM UMA AMEAÇA SOBRENATURAL FOGEM FEITO COVARDES!
Todos ficaram quietos, olhando-me. Desci da cadeira, sentei na mesma e voltei a tomar a minha cerveja.
- Qual a sua ideia? - perguntou Pietra.
- Primeiramente precisamos de uma pessoa... Não exatamente uma pessoa.
"Castiel, por favor, me ajude. É serio seu assbutt! Eu preciso que venha aqui e ajude esses sons of a bitches!"
- Victória - virei-me e vi Castiel parado atrás de mim.
- Olá.
- Castiel o que está fazendo aqui? - perguntou Dean.
- Vocês se conhecem? - perguntei.
- Eu iria perguntar o mesmo.
- História complicada.
- A nossa também.
Virei-me para o anjo e continuei.
- Precisamos de ajuda.
- Sim... O que há aqui dentro?
- Um feitiço que não deixa ninguém sair... Preciso falar com você em particular, Cass.
Saímos do hall de entrada e fomos até a sala dos empregados. Contei que estava atrás do demônio que havia matado minha mãe e sequestrado meu irmão. Conversamos sobre a profecia, os deuses e como estavam as coisas no Céu.
Depois saímos e encontramos todos sentados e olhando a planta do hotel, fazendo balas de sal, limpando as armas e fazendo o inventario dos armamentos.
- Então, o que estamos lidando aqui provavelmente não é um deus grego. Pode ser alguém com ligação a eles, quero dizer: semideuses, monstros, deuses menores, talvez algum amador de magia, um devoto, um...
- O.k., já entendemos. - interrompeu, Dean.
- E por que eles estão atrás de nós? - perguntou Luana para Cass.
- Há boatos de que semideuses estão matando hunters para poder circular livremente.
- Então precisamos de estacas de carvalho e no sangue de sua vitima. - eu disse.
Todos se entreolharam.
- EU TENHO UMA! - gritou Pietra, que estava mais no fundo da sala.
- Nós temos uma. - falou Sam.
- Tem uma lá no meu quarto. - Luisa.
- O.k., eu também. - falei.

Eu estava no meu quarto pegando a estaca quando ouvi um barulho vindo do refeitório. Como um raio, ou algo do tipo. Saí correndo com a estaca na mão. Espiei pela janela e vi 12 pessoas paradas em formato de V olhando para os hunters.
- Faltam dois deles. - disse o homem que estava na frente.
Alguém chegou e me abraçou por trás... Dean. Achei que era um abraço de carinho, mas ele segurou a minha mão que pegava a estaca e colocou dentro do meu casaco. Como se mandasse eu guarda-la, e assim o fiz.
Uma mulher virou para nós e a porta se abriu sozinha.
- Acho que já temos os dois que faltavam. - disse ela.
Entramos e se posicionamos ao lado de Sam, Pietra, Luana, Castiel, Luisa, Bobby e Joseph.
- Devem estar se perguntando porque estão aqui. Bom, eu respondo, eu sou Tayson, filho de Zeus.
- Eu sou Lerry, filho de Poseidon.
- Berry, filho de Hades.
- Loki, filho de Ares.
- Marry, filha de Atena.
- Anne, filha de Afrodite.
- Elena, filha de Deméter.
- Bhernard, filho de Apolo.
- Clark, filho de Hermes.
- Connor, filho de Dionísio.
- Leonard, filho de Hefesto.
- Isaac, filho de Morfeu.

domingo, 6 de outubro de 2013

Destinos Etrelaçados (parte 10)

Capitulo 10

Greek

- Victória? - alguém havia gritado do outro lado da sala. Virei-me e vi uma garota loira com verdes. Cabelos curtos e lisos, pele muito branca e mais alta que eu.
- Luisa Harris? - ela me abraçou. - O que estão fazendo aqui?
- Fomos todos atraídos para cá.
- E qual o propósito disso?
- Não sabemos.
"AI MEU DEUS, OUTRA CILADA!" Não, eu não podia gritar isso. Em vez disto, olhei para Sam.
- Aquele é o Johnny? - perguntou Dean.

Depois de meia hora já estávamos todos a par da situação. O fato era que, de um jeito ou de outro, todos param aqui por acaso. Pneu do carro furou, chuva forte, acabou a gasolina, etc.
De todos eu conhecia Luisa Harris, Pietra Lemos - morena de olhos azuis -, Johnny Loial - cabelos e olhos negros, alto e sarado -, Sarah Bonetti - cabelos marrons e olhos verdes escuros -, Lorenzo Porting - loiro de olhos castanhos -, Dom Toretto - careca, alto e extremamente sarado -, Mia Grint - ruiva de olhos escuros - e...
- Brian O'Connor? - disse para o corredor.
- Victória. - disse ele.
- Achei que não estivesse caçando, Brian.
- Não tão frequentemente quanto corro.
Rimos. Sentei e fiquei olhando para o folheto do hotel "Hotel Greek" e então percebi as pequenas letras que se encontravam abaixo do logo: "Θεοί του Ολύμπου".
- Vocês já tinham reparado nisso? - perguntei para todos presentes. Eles chegaram mais perto e Dean botou as mãos nos meus ombros, olhando para o papel. - Θεοί του Ολύμπου... Deuses do Olimpo.
- Que língua é essa?
- Grego.
- Acha mesmo que os grandes deuses da Grécia Antiga estão instalados nesse hotel de beira de estrada? - perguntou Dean.
- Eu não sei, amor. - quando falei aquilo senti-me culpada e idiota. O que me fez ficar corada. - Acho que vou... para o meu quarto.
Passei a tarde pensando e desenvolvendo o caso. Os deuses não podem serem mortos. Mas porque nós, quero dizer, hunters. Poucos acreditam na existência desses grandes heróis, mas papai tinha uma história com os titãs - a geração anterior aos deuses.
Quando eu era pequena, 6 anos - depois do episódio do poço. Joseph estava reunido com outros 4 caçadores na sala de estar da casa alugada. Ele não voltou para casa durante um mês inteiro. Pelo que ele me disse, tinha passado por montanhas e países extraordinários. O fato era que Cronos - o rei dos Titãs - e seus irmãos estavam de volta ao Tártaro.
Eles estavam de volta, não mortos. Essa é a diferença.
Bateram na porta. Andei até ela e abri-a.
- Dean.
- Oi.
Ficamos parados, sem falar nada. Um esperando que o outro continuasse. Até que ele o fez.
- Olha Barbie, aquilo... Aquilo que você disse lá... Lá no restaurante.
- Foi um erro comum. - respondi, embora não sendo verdade.
- Não, é claro que não foi. - ele atravessou a porta e chegou bem perto do meu corpo. O que fez ele ter de abaixar totalmente a cabeça. - E você sabe disso.
Ele tirou o cabelo do meu rosto e segurou-o. Começou a se abaixar para beijar-me...
- Dean... Não foi nada. Você tem que aceitar isso e seguir em frente. Se não quiser fazer isso por você mesmo, faça-o por mim.
Ele se afastou, seus olhos estavam vermelhos.
A porta bateu e o Winchester não estava mais no quarto. Aquela sensação não me era estranha. Se sentir sozinho. Mas o mundo não é uma fabrica de realização de desejos.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Destinos Entrelaçados (parte 9)

Capitulo 9

Break

- Entra nesse hotel! - falei para Dean.
- Não, vamos continuar!
- Nessa chuva você vai acabar nos matando!
- Quem quis sair a essa hora foi você!
- PARA DE GRITAR COMIGO!
- EU NÃO ESTOU GRITANDO!
O carro derrapou e fez com que girasse por alguns metros. Quando ele parou, nós estávamos ofegantes e assustados.
- Acho melhor pararmos nesse hotel mesmo. - Winchester.
- Você acha?!
Entramos no hotel, atras de nós vieram Sam e Luana, no Veloster dela, Bobby, no Dodge Charger, e Joseph na sua caminhonete.
- Olá, sejam bem vindos ao Hotel Greec.
- Oi. - falei.
- Sou Richard, o recepcionista.
- O.k., vamos querer 3 quartos para duas pessoas cada. - disse Dean
- Aqui está. - entregando-o as chaves.
Cada um foi para o seu lado em silencio.

- Me passa o fone de ouvido? - perguntei para Dean.
- Não acho que você deve ouvir musica agora, vamos trabalhar no caso.
- O.k. - andei até a mesa e sentei, peguei o laptop.
- Quer ir no bar mais tarde?
- Não.
- Por que não?
- Porque não, Dean.
- Eu só acho que a gente deveria esfriar a cabeça.
- Eu prefiro ficar aqui, sério, pode ir.
- Vamos, vai ser legal.
- Disse que não!
- Você é extremamente estressada.
- Para mim chega!
- O.k., desculpe-me.
- Não, não estou falando disso. Estou falando de tudo. De nós.
- Como assim? Está terminando comigo?
- Sim. O que mais fazemos é brigar e se reconciliar. 
- É assim que somos. - ele chegou mais perto e botou a mão em meu rosto.
- Não... Não dá mais. Precisamos de um tempo. - peguei meu celular e saí do quarto.
Logo as lágrimas começaram a brotar de meus olhos. Eu não podia ficar ali, parada. Liguei para Luana e perguntei se estava sozinha. A garota respondeu que Sam havia ido até meu quarto falar com Dean. Contei-lhe sobre tudo o que conversei com Dean.
- Então vocês terminaram?
- Nós demos tempo.
- Por que está chorando, então?
- Não é exatamente por isso. É que... Lembra-se de Castiel?
- Sim, claro.
- Ele disse que o destino já havia escrito o desfecho de minha história.
- E o que ele disse? - espantada e curiosa.
- Uma morte compensa trinta / Mil não compensam uma / Quando a luz se fechar o monstro sairá / E uma morte lenta ocorrerá / Da criança e do pai o mundo acabará.
- E o que exatamente quer dizer?
- Eu não sei, mas o último trecho deve se referir a mim e meu pai.
- Ai Meu Deus, eu sinto muito. - ela me abraçou.
- Não, eu sempre me preparei para este momento. Mas não agora, por que eu acho que realmente amo o Dean e não quero que ele sofra. Não quero que criemos expectativas em algo sem futuro.
- Então não terminou com ele porque estavam brigando muito?
- Na verdade eu estava tão estressada com tudo isso que essas brigas me pareceram uma boa ideia de afasta-lo de mim, fazer ele se cansar.
- Mas aí ele não deu o fora e você resolveu dar.
- Exato.
- Você quer dormir aqui?
- Não. Já pedi um novo quarto... Mas pode me fazer um favor?
- Claro.
- Pegar as minhas coisas lá no quarto do Dean.
- O.k., vou lá.
- Obrigada.

Na manhã seguinte todos nos encontramos na porta de meu quarto e fomos tomar café da manhã. Quando chegamos na sala, haviam mais ou menos 30 pessoas. Todas falando uma com as outras como se fossem um grande grupo.
- Quem são esses? - perguntou Sam.
A porta se fechou atrás de nós fazendo um grande estrondo. Todos olharam para nós e sessaram a conversa.
- Eles são... - começou Dean.
- Hunters! - completei.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Destinos Entrelaçados (parte 8)

Capitulo 8

Ei, Transei!

- Bom dia. - disse Dean, levantado da cama e botando as calças.
- Que calor horrível! - falei, ficando na frente do ar condicionado. - Ah. Bom dia.
- Dormiu bem?
- Sim, de noite estava frio. - ele me beijou e eu sorri - Agora vá tomar um banho.
Entrou no banheiro e ouvi o som do chuveiro sendo ligado.
Alguém bateu na porta do quarto e fui abri-la.
- Lu!
- Oi. - respondeu ela.
- O que foi?
- Onde está Dean?
- Tomando banho, por quê?
Ela entrou e me puxou pra perto, então falou baixinho:
- Eu transei com o Sam.
- VOCÊ TRANSOU COM O SAMMY?
Ela tapou a minha boca e me olhou com raiva. Mas depois, deu uma risada.
- Foi incrível.
- Conte-me tudo.
- O.k., começou quando vocês quiseram se livrar de nós e Bobby e seu pai quiseram um quarto para eles pesquisarem.
- O que deixou você e seu unicórnio sozinhos em um quarto.
- Exato... Depois, ficamos conversando e uma coisa leva outra...
Ficamos conversando sobre o que aconteceu entre eles e então Dean saiu do banho.
- Então, você e meu irmãozinho, hein?
- Tinha que ser você, Victória. - Luana.
- Eu? - peguntei.
- Sim, gritando que eu tinha transado.
- Na verdade você não deve gritar "Ele é tão gostoso! E foi tão bom!" - disse o homem.
Ela ficou corada.
TOC TOC.
Dean foi até a porta e abriu-a.
- Ei, Sammy.
- Oi. - ele olhou para nós duas e depois voltou-se para Dean - Posso falar com você?
- Eu já sei que você e a moreninha transaram.
Eu ri. Sam me olhou, achando que tinha sido eu que havia contado a seu irmão.
- Ei, não olhe para mim.
Passamos a manhã inteira rindo como adolescentes.

No almoço fomos no restaurante que tinha do outro lado da rua. Em uma mesa estavam Bobby e Joseph. Segurei a mão de Dean e puxei-a para baixo, tentando chamar sua atenção.
- Eu não quero ir até lá. - falei.
- Calma...
Meu pai nos viu e fez um sinal com a mão para que fossemos até lá.
Joseph: Temos uma noticia.
Victória: O que foi?
Bobby: O demônio não está mais aqui.
Dean: Como assim?
Bobby: Perceberam que antes estava frio e agora voltou ao clima normal do Kansas.
Victória: Eu que diga.
Sam: Estávamos tão acostumados com o clima mais frio que nem percebemos quando chegamos aqui.
Victória: Sem falar que você estava ocupado.
Luana: O que você quer dizer com isso?
Joseph: Que vocês dois transaram.
Sam: É, mas não fomos os únicos.
Dean: Sam...
Bobby: Vocês são todos umas crianças! Parem com isso e vamos atrás de Lincon.
Victória: O velho está certo, desculpe.
Bobby: "Velho"? Que seja, comam e vamos botar o pé na estrada.

Quando estávamos comendo papai perguntou, referindo-se a mim e Dean:
- Vocês estão namorando?
Olhei para Dean, não sabia o que dizer.
- Sim, estamos. - falou o rapaz. Acho que sorri.
- Então isso é uma novidade e você deveria ter me contado, Vic.
- Ah, claro. Chegaria e diria "Ei, transei!".
Todos rimos. Foi uma coisa tão inocente que ninguém se sentiu desconfortável com o meu palavreado. Afinal, eramos hunters e é isso o que somos.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Destinos Entrelaçados (parte 7)

Capitulo 7

An "I Love You"

- Oi filha.
- Oi, pai.
Ele se levantou e me abraçou. Meio sem jeito.
- Estava com saudades, pequena.
- É... Eu também.
Todos sentamos, podia ver que estavam desconfortáveis, exceto Dean e Bobby.
- Então como anda a vida?
- Bem.
- Vamos lá, não nos falamos a 4 anos. Algo de novo tem para me contar.
Olhei para Dean. "Ah claro. Transei com o rapaz ali e agora não sei o que fazer. Mas tudo bem... E com você?" Acho que não soaria muito bem.
- Nada de importante.
- Entendo. Sabe, eu senti sua falta. De quando era um criança, antes de... - o interrompi.
- Mamãe morrer.
- Sim...
Passávamos um tempo em silencio até Joseph fazer outro comentário como "Você se lembra quando comecei a ensinar-lhe a atirar?" ou "Como nos divertíamos no Dia de Ação de Graças!"
- Nunca vou me esquecer da vez em que você... - antes de meu pai terminar a frase, o cortei.
- Quer saber? Sim, eu me lembro de tudo. Desde quando você me trancou em um poço porque eu não conseguia escalar um pedregulho, até o dia em que me deixou no meio da estrada porque não estava sendo uma boa caçadora e nunca mais moramos juntos.
- Mas isso era apenas para tornar-lhe mais forte. Veja quem você se tornou.
- Eu tinha 11 anos! Você me deixou lá, no calor infernal, no meio do nada! Eu sou assim hoje porque eu tenho caráter próprio e ele - apontei para o Bobby - me ensinou como ser não apenas boa hunter, mas também uma boa pessoa.
Todos ficaram calados me olhando. Naquele momento eu estava com tanta raiva, que nem prestei a atenção neles. Levantei e antes de sair, virei, bati na mesa e disse:
- Você passou tanto tempo me punindo e lembrando que não podia ver seu filho por minha culpa, que nem parou para dar valor à que ainda tinha.
Bati a porta do bar e fui andando até o carro. Eu chorava, mas eram lágrimas de raiva. Ouvi passos atrás de mim.
- Victória - era Dean.
Não me entenda mal, eu gosto dele e estou confusa em relação a isso. Não queria que isso me confundisse mais, ainda nesse momento de fraqueza. Eu só queria ficar sozinha.
Mas sabe de uma coisa, mudei de ideia quando ele me alcançou e abraçou forte. Não era um abraço que damos em qualquer pessoa. Era carinhoso, protetor. Como que se naquele momento, debaixo de seus braços fortes, o mundo e seus problemas estivessem, simplesmente, desaparecido.
- Eu te amo. - disse ele.
- Eu... - não sabia como dizer isso, nunca tinha dito... Não desse jeito - Eu também te amo.
Ele passou a mão em meu rosto, limpando minhas lagrimas. Depois, segurou-o e me deu um beijo. Aquele momento poderia durar para sempre... Mas a realidade é que nada é realmente "para sempre".
Quando o nosso beijo chegou ao fim, Dean me olhou com um brilho nos olhos que eu não poderia explicar. Eu o olhava do mesmo jeito, porém desviei o olhar para meu pai, que estava de pé à frente da porta de entrada do bar. Achei que ele iria vir para me xingar ou algo do gênero. Surpreendentemente, ele sorriu e saiu atrás de seu carro.
- Ele deve estar querendo me matar. - falei.
- Não, além de tudo, é o seu pai. - disse o garoto.
Ele entrelaçou os dedos nos meus e entramos cada um em seu carro. Vi Sam e Bobby entrarem no Impala, enquanto Luana entrava no Dodge Charger.
- Você está bem? - perguntou Luana, quando já estávamos no meio do caminho.
- Acho que em dias de trevas, uma luz pode ser encontrada... A minha tem nome.

domingo, 29 de setembro de 2013

Destinos Entrelaçados (parte 6)

Capitulo 6

Old Way

Quando saí do banho, Sam e Dean estavam calados e me olhando.
- O que foi? - perguntei.
- O Bobby tem novidades sobre o caso. - disse Samuel.
- O que ele disse?
Dean ia começar a falar quando a campainha tocou. Abri a porta e do outro lado estava uma garota com cabelos e olhos negros.
- Oi! - ela disse sorrindo.
- Luana. - falei. E nos abraçamos. - Entre.
- Olá. - falou para os rapazes.
- Oi. - Sam.
O Dean levantou a mão, simbolizando um "Oi".
- Esses são Sam e Dean Winchester.
- Prazer, Luana Hastings.
Sentei na mesa e peguei uma cerveja.
- O que está fazendo aqui? - perguntei, atirando uma cerveja para ela.
- Quero te ajudar, Singer me disse que estava aqui e então eu vim... Além do mais, você me ajudou com o caso da minha família, é meu dever lhe ajudar no seu.
- É mas... - "esse não é o caso da minha família" iria dizer, mas como Sam disse, Bobby tinha novidades.
- Se você quiser...
- Claro.
Virei-me para os garotos, esperando que eles continuassem.
- Bem... - começou o mais novo.
- Barbie - interrompeu Dean - O Bobby descobriu a ligação entre os homens... Todos eram...
TOC TOC.
- Meu Deus! - falei, um tanto irritada. Mesmo assim, fui abrir a porta. - Bobby! - e pulei em seus braços.
- Idjit. - respondeu ele, com a voz embargada.
- Entre.
Depois que todos sentaram e se acomodaram.
- Por favor, alguém pode me contar o que está acontecendo?!
- Querida, a ligação entre as vitimas é seu pai.
- Como assim, Bobby?
- Eles são amigos de seu pai, a muito tempo, eles se conheceram como quase todos caçadores se conhecem...
- No bar da Ellen.
- Sim, eles eram um grupo bem aberto, porém muito unido... Quando o demônio matou a sua mãe e levou seu irmão, todos esses caçadores torturaram e mataram milhares dessa raça.
- Então Lincon está matando todos eles por vingança?
- Não, esse é apenas um jeito de atrair você e seu pai.
- Ele queria que estivéssemos aqui... E eu caí direitinho. - soquei a mesa.
Dean se levantou e me abraçou.
- Não, está tudo bem. Toda minha vida, fui preparada para isso. - virei-me para Luana. - Está pronta, menina?
- Sempre. - disse ela, com um sorriso mal visto.
- Seu pai nos espera no Street Bar.
- Meu pai?

Saímos dos carros e entramos no bar, olhei para Joseph que estava em uma grande mesa vazia e escondida. Nos aproximamos e ele olhou para nós com seus olhos azuis e tristes. Tinha o cabelo loiro acinzentado.
- Oi filha.
Filha... Uma palavra pouco usada por ele. Não nos víamos muito desde... sempre. Quando eu era um bebê, meu pai me deixava em escolas internas, pousadas, etc. E depois que fiz 11 anos, saia país a fora ajudando caçadores, caçando, na casa do Bobby. Eu sei lá no fundo eu o amo, mas esse amor foi escondido por varias camadas de outros sentimentos, como ódio e raiva.
- Oi, pai.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Destinos Entrelaçados (parte 5)

Capitulo 5

You Shook Me All Night Long

- Sam, já estamos nisso há horas... Acho que o lugar não tem a ver com o caso. - digo.
- Sim, também acho. - conclui Dean.
- O.k. então. Vamos voltar para o hotel. - disse Sammy se levantando.
- Wow! - seguro-o - A noite está apenas começando.
- Bom... Vou pegar uma cerveja. - respondeu ele, levantando da mesa e indo em direção ao balcão.
- O.k., eu vou para o balcão beber. - falo para Dean e saio.
Depois de vários uísques e tequilas, Dean senta ao meu lado.
- Sabe, eu gosto de você.
- Também gosto de você. - respondo.
Então começa a tocar "You Shook Me All Night Long" da banda AC/DC, e começo a sacudir um pouco a cabeça, enquanto virava o copo de uísque.
- Não estou falando desse jeito.
Essa fase havia me pegado de surpresa e eu sabia que mesmo se acontecesse, poderia prejudicar o nosso relacionamento profissional... O problema é que eu realmente estava gostando dele. Tínhamos passado horas conversando de tarde, de noite. Me abri para ele e este fez o mesmo.
- Dean... Eu... - antes que eu terminasse a frase, o homem se aproximou e me beijou. Não o parei. Ele saltou da cadeira e se aproximou de mim. O banco onde estava sentada fazia com que ficássemos da mesma altura.
- Quer voltar para o hotel? - perguntei o afastando um pouco, mas não muito, fazendo com que ficássemos de testas coladas.
- Vamos. - disse ele, pegando as chaves do Impala.
Entramos no carro, ele dirigindo.
Abri a janela e senti o vento no meu rosto. Um segundo de liberdade. Chegamos no hotel e pegamos um novo quarto. Não seria uma boa se Sam entrasse nele e estivéssemos nus.
Entramos já nos beijando, arranquei sua camisa e ele tirou a minha. Meu shorts foi retirado e nós puxamos as cobertas, que nos envolveram.
Ele beijava minha boca e descia até meu umbigo. Cada gesto era feito com carinho, cada olhar. Sentei em cima dele. Eu passava a mão por entre seus cabelos e e o mesmo mantinha as mãos na minha cintura. O resto não será necessário comentar...

Acordei e estava deitada no peito de Dean. Sua respiração era tranquila, o que me fez ter cuidado para não acordá-lo. Levantei e botei a camisa dele. Olhei nossos celulares "3 Chamadas Perdidas: Sam".
- Já falei como você fica linda com a minha camiseta? - disse Dean, que agora estava sentado e encostado na cabeceira da cama.
Eu sorri um tanto encabulada.
Uma batida na porta foi efetuada. Alta. Raivosa.
Abri a porta e botei a minha cabeça para fora, escondendo o meu corpo.
- Sam. - disse.
- Posso entrar? - disse em alto som.
- Ahn... Espera. - Encostei a porta, peguei minhas roupas e entrei no banheiro.
Tomei um banho demorado, desfrutando cada minuto. Não queria participar da conversa.... O que eu iria falar?

domingo, 22 de setembro de 2013

Destinos Entrelaçados (parte 4)

Capitulo 4

Memórias Desenterradas

Depois de irmos para o hotel, eles me contaram toda a sua história de vida. Dean Winchester era o loiro, e Samuel Winchester era o alto, com cabelos castanhos e um tanto compridos e olhos esverdeados. A mãe deles morreu quando Sam ainda era um bebê, então o pai deles - John - levou-os consigo para essa vida de hunters. É trágico.
- Então... Qual a sua história? - perguntou Dean.
Eu não gostava de falar sobre aquilo, percebo que ele também não.
- Eu... - respirei fundo - Minha família está nesse ramo a gerações. Desde minha infância fui treinada. Meus pais resolveram se estabilizar em uma pequena cidade no Kansas. A vizinhança era amigável. Quando meu irmão nasceu foi uma alegria. Nós tínhamos 3 anos de diferença. - meus olhos começaram a se encher de lagrimas e lutei para contê-las.
"Em 18 de março de 1990 um demônio entrou em nossa casa. Mamãe tentou enfrenta-lo e meu pai pediu para que eu pegasse o Damon. Eu subi as escadas e peguei-o do berço. Tentei fugir mas o demônio aparecia em todos os lugar para onde corria. Eu fui atirada para trás e o bebê tirado de meus braços. Minha mãe morreu e meu irmão levado.
"Anos se passaram e nunca o encontramos. E no final das contas, foi minha culpa. Tudo que eu tinha que fazer era tirá-lo de lá, e nem isso eu consegui."
- Não, Vic. Não é sua culpa. - disse Dean e me abraçou.
Naquele momento eu já estava despejando lágrimas. Nunca tinha chorado na frente de alguém, a não ser o Bobby. Quando eu era pequena não tinha motivos para isso, e depois do desastre, não tinha razão para que os outros soubessem.
- Obrigada. Vou me deitar, se quiserem passar a noite aqui tem mais uma cama de casal. - falei afastando-me de Dean.
Diferente dos garotos, não consegui dormir direito. Acordei varias vezes e quando percebi, Dean estava me observando. Toda vez que virava para ele, estava com os olhos virados para mim também. Creio que seja porque eu estava fazendo barulho... Mas eu tinha tomado tanto cuidado para não acorda-los.
Resolvi deixar isso de lado.

- Bom dia! - disse para os garotos quando eles acordaram.
- Bom dia. - responderam juntos.
- Por que está vestida assim? - perguntou Dean.
- Porque vou interrogar parentes das vitimas.
- O.k., vamos com você. - disse Sam.
- Então se apressem.
Saímos do hotel com o Impala atrás do Dodge. Eram realmente dois carros incríveis. Estacionamos um de cada lado da rua e nos encontramos na calçada.
- Olha, isso é para vocês. - entreguei um papel com nomes de ruas e números de casas.
- O que é isso? - perguntaram juntos.
- Esses são os endereços dos familiares das vitimas.
- O.k.
- Vamos nessa casa juntos. - virando-me para a casa azul à nossa frente.
Entramos e conversamos com os familiares,... Eles disseram que nunca brigaram, todos eram normais e simpáticos. Então resolvemos voltar para o hotel.

- Eles tem que ter algo em comum. - digo.
- Nada, sem nenhuma ligação. - disse Sam, sentado na cadeira e mexendo no laptop.
- Talvez seja o lugar que eles frequentavam. - disse Dean, sentado na cama, com as pernas para cima.
- Ele tem razão. - falo - Todas frequentavam aquele Tric Bar. 
- Então, querem sair? - Sammy, fechando o notebook.
Sou dessas que adora sair para um bar... Desde que a cerveja e o uísque sejam bons e gelados.

Destinos Entrelaçados (parte 3)

Capitulo 3

Dez Segundos

Levo a minha vida 1 quilometro por vez, nada mais importa. Durante 10 segundos ou menos, eu sou livre.
O motor do carro dava tudo de si. Eu tinha 2 minutos para chegar e o trânsito não ajudava.
- Se importa de ir mais devagar?! - reclamou, Ashley.
- Se importa de ficar quieta? - perguntei retoricamente.
Nós rimos.
- O.k.
- Tem um carro nos seguindo. - falei olhando para a estrada.
- Realmente. - disse, olhando para trás.
- É um Impala 67. Ótimo carro.
- Vamos despistá-lo?
- Não.
- Por que não?
- Porque já chegamos... E aqui é a minha família, nós damos um jeito nesse cara.
Parei o carro. Nós duas saímos. Eu vestia uma blusa xadrez amarrada na cintura, um shorts jeans curto e um all star. Ash usava uma calça vermelha e uma blusa preta, com um tênis.
- Hey, Brian! - eu disse, para o homem loiro de estatura mediana.
- Barbie! - ele respondeu me abraçando - Que saudade, pequena.
- Sim... Quanto que está esse racha?
- Três mil e quinhentos dólares por participante. 5 corredores.
- Está aqui. - entreguei-lhe o dinheiro.
Entrei no meu Dodge Charge e postei-me na linha de partida. As garotas apareceram e deram inicio a corrida.
Largamos todos iguais. Deixei os carros 1, 2 e 4 para trás. 3 e eu estávamos nivelando. Então ele acionou o NOS - o que fez seu carro ganhar grande velocidade. Consegui ouvir o motorista gritando "Uhul!"
- Muito cedo para comemorações, amigo. - respondi e acionei o meu NOS.
Então meu carro ultrapassou-o quase em cima da linha de chegada, e venci a corrida.
Saí do carro. O dinheiro foi colocado em minha mão. 
- Parabéns! 9.8 segundos! Qual o seu melhor tempo? - perguntou Brian.
- Desse carro... 8.3! - respondi e todos gritaram de alegria.
Então eu avistei o carro que nos seguia na vinda, com os dois homens do FBI.
- Meu Deus. - disse Ashley para mim - Eles são...
- Do FBI? - perguntei.
- Sei que não é uma boa hora, mas eu vou sair do caso.
- Por que?
- Meu filho está meio doente.
Eu quase tinha me esquecido que ela tinha um filho. Carl tinha dois anos, ninguém sabia quem era o pai. Nem mesmo Ash.
- Sim, eu entendo... Quando você parte?
- Agora. Brian falou que me leva para lá sem problemas. Acho que vou indo. Te amo. - ela me abraçou.
- Eu também te amo.
Eu fiquei triste, mas como sempre, pensei "Não é um adeus, é apenas um 'até logo'". Dirigi-me até os agentes Young e Simons.
- Olá, rapazes. - falei.
- Oi. Belo carro. Algo não muito a ver com uma agente do FBI. - Agente Young.
- Um Dodge Charger 70... E você um Impala 67.
- Sim... Mas... - ele não completou a frase, meu celular tocou. "Bobby"
Victória: Oi.
Bobby: Olá idjit. Como anda o caso? Descobriu alguma coisa?
Victória: Tudo sob controle... Aproveitando que ligou. Poderia dar uma olhada na ficha do Agente Young e do Agente Simons?
Bobby: Simons... Young?... Um é loiro e o outro é alto e cabeludo?
Victória: Sim... Por que?
Bobby: Ponha no viva-voz.
Victória: O.k.
Bobby: Dean?
Dean: Bobby?
Bobby: Sam?
Sam: Oi.
Bobby: Vocês três vão trabalhar nesse caso.
Victória: Mas...
Bobby: Não tem de "mas". São ótimos hunters, e você não pode trabalhar sozinha. Ashley saiu. Agora restou apenas eles.
Olhei para eles.
Victória: O.k.
Bobby: Até mais, idjits.

Destinos Entrelaçados (parte 2)

Capitulo 2

Um Encontro Inesperado

Ao chegarmos ao necrotério, apresentamos nossos distintivos falsos do FBI e andamos em direção a sala gélida onde se encontravam os corpos das vitimas. Para nossa surpresa e talvez, azar, o medico legista não estava sozinho. Havia dois caras de terno conversando com o doutor.
- FBI? - perguntei, sussurrando, para Ashley.
- Talvez... Provavelmente. - respondeu ela, com o mesmo tom de voz.
- Vamos. - andando em direção às pessoas.
O legista olhou por cima do ombro do homem de terno - o mais baixo.
- Sim? - perguntou.
- Olá, sou a Agente Thorm e esta é a Agente Shine. - falei, confiante.
- Sou o Doutor Williams.
- Prazer. Estamos investi...
- Sou o Agente Young - o loiro virou para mim, interrompendo-me. - E este é o Agente Simons.
Ele era loiro, com olhos verdes e provavelmente tinha 1,85 de altura. Por mais que eu não quisesse admitir, era lindo.
- Hum. Estão aqui por qual motivo?
- Bem, estamos investigando o caso do Sr. Cragler.
- Interessante. Nós também. - ele não podia participar desse caso, quero dizer, nós eramos hunters.
- Posso falar com você só por um instante? - então nós dois saímos da sala. - Olha, entendo que queira participar desse caso, mas eu e meu parceiro chegamos aqui antes. E cá entre nós, vocês precisariam de ajuda.
- Esta falando que não sabemos fazer o NOSSO trabalho?
- Não exatamente isso. - ele chegou mais perto, quase em cima de mim. Tive que esticar meu pescoço, porque meu tamanho (1,61 de altura) não batia muito com o dele.
- Pois o negócio é o seguinte, eu e minha parceira continuaremos no caso. - o Agente Young tentou contrariar, mas cheguei mais perto dele, fazendo-o andar para trás - E eu acho que você e seu parceiro devem voltar para o carro e dirigir até um outro lugar. Tenho certeza que o FBI vai achar um pequeno caso para vocês trabalharem.
Então sai.

No hotel...
- Acredita nisso? - disse para Ash - Quem ele pensa que é?
- Eu estou achando que está falando muito dele. - respondeu Ashley.
- Ahh... Cala a boca, Ashley.
Ela riu.
- O.k. então. Seu telefone está tocando.
- Não.
- Está no silencioso - pegando o celular em cima da cama e atirando para mim - Pega.
"Número Desconhecido". Atendi o telefone.
Victória: Alô.
Brian: Oi. Aqui é o Brian.
Victória: Hey!
Brian: Então, está a fim de participar de um racha?
Victória: Claro.
Brian: O.k., mas vai ter que se apressar. Chega aqui em 10 minutos e você está dentro.
Victória: O.k., falou.
Brian: Beijos.
Desliguei o telefone. Escovei os dentes e peguei as chaves.
- Aonde você vai? - perguntou Ash.
- A um racha.
- Posso ir com você?
- Claro.
- Mas como essa pessoa soube que você estava em Austin.
- Nos mantemos atualizados.
- Humm...
- Pelo amor de Deus, Ashley!
- O.k., vamos logo.

sábado, 21 de setembro de 2013

Destinos Entrelaçados (parte 1)

Dizem que quando perdemos alguém, só nos resta as seguintes opções: perdão absoluto ou vingança... Bem, esta não é uma história de perdão. 

Introdução

Victória Salvatore é uma garota que cresceu com seu pai Joseph... Levada de cidade à cidade, criando uma paixão por carros, sempre se metia com pessoas no ramo de corridas de rua. Carregando consigo o peso de um pai bêbado e a ausência de uma mãe (Mia) que foi morta logo no inicio de sua infância, está destinada à vigar a sua família, custe o que custar.


Capitulo 1

Back in Black

Eu estava deitada na cama de um quarto de hotel mal cuidado em Austin, Kansas. O despertador tocou e levantei-me devagar, despi o pijama, entrei no banho, escovei os dentes,... Tudo o que sempre fazia.
Então o telefone tocou, e "Ashley" apareceu no visor do celular.
Victória: Oi, Ash!
Ashley: Oi, Barbie.
Victória: Tudo bem?
Ashley: Tudo ótimo! Então, ouvi dizer que estamos no mesmo caso.
Victória: Sim, Bobby me disse o mesmo.
Ashley: O.k., eu saio do caso, ou você vai sair, ou vamos trabalhar juntas.
Victória: Claro que vamos trabalhar juntas, bitch.
Ashley: O.k. então, jerk.
Victória: Me encontra no Karen's Coffe daqui a meia hora.
Ashley: Perfeito. Beijos.
Victória: Tchau.
Então desligamos.
Peguei a bolsa, a chave do meu carro, um Dodge Charger 1970. O motor dele era perfeito, tinha um sistema independente de NOS (turbo)... Aquele carro era a minha paixão.

Quando cheguei no Café, Ashley já estava me esperando, sentada, tomando um café e lendo o jornal. Sua aparecia era o oposto da minha. Eu tinha cabelos compridos e loiros, com um corte rebelde, olhos azuis, baixa e magra. Enquanto ela tinha cabelos pretos e curtos estilo chanel, olhos castanho-escuros, era alta e um tanto forte.
- Vic! - falou ela, levantando o braço.
Andei até seu encontro e nos abraçamos.
- Que saudade! - eu disse enquanto a abraçava.
- Sim! Pareceu uma eternidade. - respondeu ela, sentando.
- Adorava quando caçávamos juntas.
- Eu também... Já pesquisou sobre o caso?
- Não, na verdade. Eu cheguei aqui ás três horas da manhã.
- Mas são sete horas! Deve estar exausta.
- Não muito - virei-me para o garçom - Um cappuccino.
- Cheguei ontem de noite. Só li o jornal "Daniel Cragler foi morto nesta terça-feira (22). Este já é o 9º assassinato na cidade no período de 1 mês."
- Então vamos, temos que chegar os corpos.
Nós levantamos e saímos do estabelecimento.
- Nossa, está linda! - disse Ashley olhando para a minha roupa. Eu estava com um vestido preto tomara-que-caia justo até abaixo do busto e a partir daí era solto, usava um sapato alto fino.
- Você também. - respondi, não apenas por educação. Ela estava realmente bonita. Também com um vestido preto, era de manga curta e decote V, com uma sandália rasteirinha.
- Obrigada.
- Agora é melhor se cuidarem, porque nós estamos de volta! - nós rimos e entramos em nossos carros.