Capitulo 4
Memórias Desenterradas
Depois de irmos para o hotel, eles me contaram toda a sua história de vida. Dean Winchester era o loiro, e Samuel Winchester era o alto, com cabelos castanhos e um tanto compridos e olhos esverdeados. A mãe deles morreu quando Sam ainda era um bebê, então o pai deles - John - levou-os consigo para essa vida de hunters. É trágico.
- Então... Qual a sua história? - perguntou Dean.
Eu não gostava de falar sobre aquilo, percebo que ele também não.
- Eu... - respirei fundo - Minha família está nesse ramo a gerações. Desde minha infância fui treinada. Meus pais resolveram se estabilizar em uma pequena cidade no Kansas. A vizinhança era amigável. Quando meu irmão nasceu foi uma alegria. Nós tínhamos 3 anos de diferença. - meus olhos começaram a se encher de lagrimas e lutei para contê-las.
"Em 18 de março de 1990 um demônio entrou em nossa casa. Mamãe tentou enfrenta-lo e meu pai pediu para que eu pegasse o Damon. Eu subi as escadas e peguei-o do berço. Tentei fugir mas o demônio aparecia em todos os lugar para onde corria. Eu fui atirada para trás e o bebê tirado de meus braços. Minha mãe morreu e meu irmão levado.
"Anos se passaram e nunca o encontramos. E no final das contas, foi minha culpa. Tudo que eu tinha que fazer era tirá-lo de lá, e nem isso eu consegui."
- Não, Vic. Não é sua culpa. - disse Dean e me abraçou.
Naquele momento eu já estava despejando lágrimas. Nunca tinha chorado na frente de alguém, a não ser o Bobby. Quando eu era pequena não tinha motivos para isso, e depois do desastre, não tinha razão para que os outros soubessem.
- Obrigada. Vou me deitar, se quiserem passar a noite aqui tem mais uma cama de casal. - falei afastando-me de Dean.
Diferente dos garotos, não consegui dormir direito. Acordei varias vezes e quando percebi, Dean estava me observando. Toda vez que virava para ele, estava com os olhos virados para mim também. Creio que seja porque eu estava fazendo barulho... Mas eu tinha tomado tanto cuidado para não acorda-los.
Resolvi deixar isso de lado.
- Bom dia! - disse para os garotos quando eles acordaram.
- Bom dia. - responderam juntos.
- Por que está vestida assim? - perguntou Dean.
- Porque vou interrogar parentes das vitimas.
- O.k., vamos com você. - disse Sam.
- Então se apressem.
Saímos do hotel com o Impala atrás do Dodge. Eram realmente dois carros incríveis. Estacionamos um de cada lado da rua e nos encontramos na calçada.
- Olha, isso é para vocês. - entreguei um papel com nomes de ruas e números de casas.
- O que é isso? - perguntaram juntos.
- Esses são os endereços dos familiares das vitimas.
- O.k.
- Vamos nessa casa juntos. - virando-me para a casa azul à nossa frente.
Entramos e conversamos com os familiares,... Eles disseram que nunca brigaram, todos eram normais e simpáticos. Então resolvemos voltar para o hotel.
- Eles tem que ter algo em comum. - digo.
- Nada, sem nenhuma ligação. - disse Sam, sentado na cadeira e mexendo no laptop.
- Talvez seja o lugar que eles frequentavam. - disse Dean, sentado na cama, com as pernas para cima.
- Ele tem razão. - falo - Todas frequentavam aquele Tric Bar.
- Então, querem sair? - Sammy, fechando o notebook.
Sou dessas que adora sair para um bar... Desde que a cerveja e o uísque sejam bons e gelados.
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