Capitulo 7
An "I Love You"
- Oi filha.
- Oi, pai.
Ele se levantou e me abraçou. Meio sem jeito.
- Estava com saudades, pequena.
- É... Eu também.
Todos sentamos, podia ver que estavam desconfortáveis, exceto Dean e Bobby.
- Então como anda a vida?
- Bem.
- Vamos lá, não nos falamos a 4 anos. Algo de novo tem para me contar.
Olhei para Dean. "Ah claro. Transei com o rapaz ali e agora não sei o que fazer. Mas tudo bem... E com você?" Acho que não soaria muito bem.
- Nada de importante.
- Entendo. Sabe, eu senti sua falta. De quando era um criança, antes de... - o interrompi.
- Mamãe morrer.
- Sim...
Passávamos um tempo em silencio até Joseph fazer outro comentário como "Você se lembra quando comecei a ensinar-lhe a atirar?" ou "Como nos divertíamos no Dia de Ação de Graças!"
- Nunca vou me esquecer da vez em que você... - antes de meu pai terminar a frase, o cortei.
- Quer saber? Sim, eu me lembro de tudo. Desde quando você me trancou em um poço porque eu não conseguia escalar um pedregulho, até o dia em que me deixou no meio da estrada porque não estava sendo uma boa caçadora e nunca mais moramos juntos.
- Mas isso era apenas para tornar-lhe mais forte. Veja quem você se tornou.
- Eu tinha 11 anos! Você me deixou lá, no calor infernal, no meio do nada! Eu sou assim hoje porque eu tenho caráter próprio e ele - apontei para o Bobby - me ensinou como ser não apenas boa hunter, mas também uma boa pessoa.
Todos ficaram calados me olhando. Naquele momento eu estava com tanta raiva, que nem prestei a atenção neles. Levantei e antes de sair, virei, bati na mesa e disse:
- Você passou tanto tempo me punindo e lembrando que não podia ver seu filho por minha culpa, que nem parou para dar valor à que ainda tinha.
Bati a porta do bar e fui andando até o carro. Eu chorava, mas eram lágrimas de raiva. Ouvi passos atrás de mim.
- Victória - era Dean.
Não me entenda mal, eu gosto dele e estou confusa em relação a isso. Não queria que isso me confundisse mais, ainda nesse momento de fraqueza. Eu só queria ficar sozinha.
Mas sabe de uma coisa, mudei de ideia quando ele me alcançou e abraçou forte. Não era um abraço que damos em qualquer pessoa. Era carinhoso, protetor. Como que se naquele momento, debaixo de seus braços fortes, o mundo e seus problemas estivessem, simplesmente, desaparecido.
- Eu te amo. - disse ele.
- Eu... - não sabia como dizer isso, nunca tinha dito... Não desse jeito - Eu também te amo.
Ele passou a mão em meu rosto, limpando minhas lagrimas. Depois, segurou-o e me deu um beijo. Aquele momento poderia durar para sempre... Mas a realidade é que nada é realmente "para sempre".
Quando o nosso beijo chegou ao fim, Dean me olhou com um brilho nos olhos que eu não poderia explicar. Eu o olhava do mesmo jeito, porém desviei o olhar para meu pai, que estava de pé à frente da porta de entrada do bar. Achei que ele iria vir para me xingar ou algo do gênero. Surpreendentemente, ele sorriu e saiu atrás de seu carro.
- Ele deve estar querendo me matar. - falei.
- Não, além de tudo, é o seu pai. - disse o garoto.
Ele entrelaçou os dedos nos meus e entramos cada um em seu carro. Vi Sam e Bobby entrarem no Impala, enquanto Luana entrava no Dodge Charger.
- Você está bem? - perguntou Luana, quando já estávamos no meio do caminho.
- Acho que em dias de trevas, uma luz pode ser encontrada... A minha tem nome.
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